Sob o peso da calculadora e da iminência da demissão, Kily González, técnico do Unión de Santa Fe, encara o Cruzeiro nesta terça-feira (1º de abril) em um duelo que transcende a estreia na Sul-Americana. A partida, marcada para as 19h no Estádio 15 de Abril, é vista como um divisor de águas para a permanência do treinador argentino no comando da equipe.
Assumindo o leme do Unión em 2023, González se encontra em meio a uma tempestade de resultados ruins no campeonato local. A campanha sofrível, com apenas duas vitórias em 11 rodadas (dois empates e sete derrotas, resultando em um aproveitamento de 30,55%), acendeu o sinal de alerta e colocou a pressão no máximo. Para muitos na imprensa argentina, um revés diante do Cruzeiro poderia ser o prego final no caixão de sua passagem pelo clube.
A trajetória de Kily González, que pendurou as chuteiras em 2011, o reconectou ao futebol como treinador nas categorias de base do Rosario Central, clube que o lançou para o mundo. Sua história nos gramados é rica e multifacetada. Defensor da seleção argentina em 56 ocasiões, o ex-jogador também vestiu camisas de peso como a do Boca Juniors, onde teve a honra de dividir o campo com Diego Maradona. Um currículo de respeito que, agora, precisa se traduzir em resultados para manter o seu lugar no banco de reservas.
