O primeiro trimestre de 2025 trouxe boas notícias para as finanças do Distrito Federal. Os cofres do GDF registraram um aumento expressivo de 12% na arrecadação, totalizando R$ 6,5 bilhões – um salto notável em comparação com o mesmo período do ano anterior. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) continua sendo o carro-chefe da receita, respondendo por R$ 2,9 bilhões desse montante.
Outros tributos também contribuíram significativamente para o resultado positivo. O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) injetou R$ 1,2 bilhão nos cofres públicos, enquanto o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) adicionou R$ 923,9 milhões.
Um dado curioso e promissor vem do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Apesar da redução na taxa para o contribuinte desde janeiro de 2025, a arrecadação se manteve estável em R$ 129,9 milhões. Para o Secretário de Economia do DF, Ney Ferraz Júnior, esse cenário indica um aquecimento no mercado imobiliário local, com mais pessoas comprando e regularizando seus imóveis.
Ferraz Júnior aproveitou o bom desempenho para alfinetar a política tributária federal. “O DF segue uma rota distinta, protegendo o poder aquisitivo dos cidadãos ao evitar o aumento de impostos, diferente do que ocorre em nível federal,” afirmou. Ele destacou ainda a política de austeridade do governo local, com foco em gastos eficientes e investimentos estratégicos. “Adotamos uma abordagem semelhante à de países desenvolvidos, destinando um percentual mínimo para investimentos que impulsionem o crescimento econômico a longo prazo,” concluiu o secretário.
