Em meio a um cenário financeiro desafiador, com uma dívida total na casa de R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 900 milhões referentes a débitos onerosos, o Atlético Mineiro busca soluções para equilibrar suas contas. Os números, ainda sob auditoria e com divulgação oficial prevista para abril, revelam a urgência da situação.
Em entrevista ao Sports Market Makers, Bruno Muzzi, CEO do clube, delineou a estratégia da SAF para enfrentar o problema. A principal aposta reside na atração de novos investidores dispostos a injetar capital na agremiação.
“Acreditamos que a geração de caixa proveniente da compra e venda de atletas, embora importante, não será suficiente para reduzir o endividamento de forma significativa em um curto prazo. Precisamos de uma reestruturação mais profunda, com a entrada de equity para abater a dívida e alcançar uma estrutura de capital mais adequada”, explicou Muzzi.
O executivo destacou que, apesar da redução da dívida da Arena MRV (de R$ 486 milhões para R$ 410 milhões), o passivo com instituições bancárias apresentou um aumento, passando de R$ 465 milhões para R$ 507 milhões no último ano.
A solução, segundo Muzzi, passa inevitavelmente por um novo aporte financeiro. “Nosso objetivo primordial é viabilizar esse aporte o mais rápido possível, atraindo investidores que possam reduzir o equity. Essa é a chave para tornarmos o clube verdadeiramente saudável e sustentável. Estamos trabalhando arduamente nessa direção, mas ainda temos um longo caminho a percorrer”, complementou.
O Atlético se transformou em Sociedade Anônima do Futebol em novembro de 2023, com a Galo Holding detendo 75% das ações e a associação os 25% restantes. A SAF assumiu toda a dívida do clube e já realizou um aporte inicial de R$ 913 milhões, dos quais R$ 313 milhões foram utilizados para quitar pendências com as famílias de Rubens Menin e Ricardo Guimarães. O desafio agora é encontrar novos parceiros para consolidar a saúde financeira do Galo e garantir um futuro competitivo.
