Lembrado pelas novelas dos anos 90, como “Olho” e “Promessas de Amor”, além de participações em “As Aventuras de Poliana” e “A Fazenda 5”, Felipe Folgosi trilhou uma trajetória multifacetada no mundo do entretenimento. Hoje, distante dos sets de filmagem, o ator encontrou uma nova paixão e um novo palco para sua criatividade: a escrita de histórias em quadrinhos. Em entrevista exclusiva, Folgosi revela a transição da atuação para a criação de mundos em papel.
“Minha relação com roteiros vem de longa data”, explica o artista. “Comecei como ator há 35 anos e depois me formei em cinema. A semente dos meus quadrinhos sempre foi um roteiro cinematográfico.” A virada para os quadrinhos, no entanto, se consolidou há uma década, transformando ideias antes pensadas para as telas em narrativas visuais. “A história de ‘Um Outro Dia’, por exemplo, nasceu como uma peça em 2000, mas só encontrou sua forma final como quadrinho em 2018. Sempre fui um grande fã de quadrinhos e pensei: por que não inverter o processo? Em vez de adaptar quadrinhos para o cinema, transformar meus roteiros em HQs.”
Com oito títulos lançados, incluindo o recente “O Prédio”, Folgosi expandiu seu universo criativo com obras como “Aurora”, “Chaos”, “Ômega” e “Lambo”. No entanto, nem tudo são flores no mundo independente dos quadrinhos. Recentemente, o autor recorreu às redes sociais para alertar os fãs sobre problemas com o recebimento de mensagens diretas no Instagram, canal essencial para a venda de suas obras. “Infelizmente, minhas solicitações de contato simplesmente desapareceram. Recebia com frequência, e de repente, sumiram. Recentemente, um erro no sistema revelou solicitações de anos atrás. Por isso, peço aos interessados em adquirir meus quadrinhos que comentem nos meus posts, assim consigo responder”, desabafou. Apesar dos desafios, Felipe Folgosi demonstra entusiasmo com sua jornada como autor, traçando um novo capítulo em sua carreira artística.
