A Globo, outrora inabalável, sente o baque da debandada de talentos que moldaram sua história. A saída massiva, que pegou a emissora de surpresa, escancarou fragilidades em suas produções. Atores e atrizes, criados e consagrados ali, buscaram refúgio e novas oportunidades, principalmente no florescente universo do streaming.
A importância desses profissionais é inegável. Veja o caso de Juliana Paes e Vladimir Brichta em “Pedaço de Mim”, novela escrita por Ângela Chaves, egressa da própria Globo. Ou o elenco estelar de “Beleza Fatal”, primeira novela da Max, reunindo nomes como Marcelo Serrado, Caio Blat, Camila Pitanga, Camila Queiroz, Giovanna Antonelli, Herson Capri e Murilo Rosa. E “Senna”, da Netflix, com o talentoso Gabriel Leone no papel principal. Esses exemplos reforçam a tese: o capital humano é a alma de qualquer projeto.
Diante desse cenário, a Globo parece disposta a rever seus caminhos, buscando estancar a sangria e, quem sabe, repatriar algumas estrelas. A sobrevivência no acirrado mercado do entretenimento exige essa mudança de postura.
Em relação a “Vale Tudo”, a nova versão parece apostar em uma narrativa mais concisa. O primeiro capítulo, tradicionalmente estendido, surpreendeu pela objetividade. Amauri Soares, diretor dos Estúdios Globo, garante que a duração habitual das novelas na TV aberta será mantida, com experimentações de formatos mais curtos reservadas ao Globoplay, como “Todas as Flores” e a vindoura “Guerreiros do Sol”.
Enquanto isso, a Paramount+ inaugura seu novo estúdio em São Paulo, e a Transamérica SP aprimora sua cobertura esportiva. A CNN Esportes, por outro lado, permanece um mistério, pairando no limbo.
Surge, então, um questionamento pertinente: por que as plataformas de streaming negligenciam os autores veteranos, como Carlos Lombardi e Marcílio Moraes? Será que o etarismo também se manifesta nos bastidores da produção audiovisual?
Em um aparte, um alerta aos aposentados: fiquem atentos aos golpes telefônicos que visam subtrair seus benefícios.
Maurício Stycer, experiente jornalista, critica a crescente tendência de narradores esportivos gritarem excessivamente, uma mudança de paradigma que merece reflexão.
O Troféu Imprensa, após um hiato, retorna no dia 23, com exibição agendada para 4 de maio.
Nos bastidores de “Dona de Mim”, a Globo prioriza a rotina escolar do elenco mirim, agendando as gravações para o período da tarde.
A estreia de “Vale Tudo” foi recebida com entusiasmo pela direção da Globo, impulsionada pelas atuações de Taís Araújo e Bella Campos.
Por outro lado, o “TV Fama” sofre mais um corte em sua grade, cedendo espaço para o “Hipercap” e a Série B.
A qualidade de um programa não deve ser confundida com seus índices de audiência, e o atual sistema de pesquisas carece de precisão.
Guilherme Uzeda se despede da TV Gazeta após 10 anos, buscando novos horizontes.
