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Hulk abre o jogo: a frustração na Libertadores e o “comando” que faltou

A amarga derrota do Atlético para o Botafogo na final da Copa Libertadores ainda ecoa na mente de Hulk. O atacante, capitão do Galo, expôs sua frustração com a postura da equipe e a ausência de intervenções táticas durante a partida decisiva.

Em entrevista ao Charla Podcast, Hulk não escondeu que a final da Libertadores figura entre os momentos mais dolorosos de sua carreira, equiparando-se, em termos de impacto, ao fatídico 7 a 1 da Seleção Brasileira. Ele elogiou o Botafogo pelo título, mas ressaltou a sensação de que o Atlético perdeu para si mesmo. “Com todo respeito ao Botafogo, que fez por merecer, mas perdemos para nós mesmos”, declarou.

O camisa sete alvinegro revelou que a expulsão de Gregore, ainda no início do jogo, gerou uma expectativa por ajustes imediatos na estratégia. “O Alex Telles falou ‘agora f…’ quando o Gregore foi expulso. Ficamos esperando uma orientação de fora durante o primeiro tempo, mas nada aconteceu”, lamentou.

Hulk comparou a postura tática adotada na final com o desempenho avassalador contra o Fluminense, nas quartas de final, quando o Atlético venceu por 2 a 0. Segundo ele, a escalação era praticamente a mesma, e a expectativa era que o técnico Gabriel Milito replicasse a formação que havia dado tão certo. “Esperava que, com a expulsão, ele repetisse a escalação do jogo contra o Fluminense, com Scarpa na esquerda, eu na direita e Paulinho e Deyverson na frente. Ele acabou fazendo isso só no segundo tempo, e criamos várias chances.”

Hulk fez questão de ressaltar seu respeito por Milito, a quem considera um treinador talentoso e inteligente. Contudo, apontou a final da Libertadores como um momento em que o técnico argentino não tomou as melhores decisões. Ele contrastou essa situação com a final do Campeonato Mineiro contra o Cruzeiro, quando uma mudança ousada de Milito resultou em uma virada espetacular. “Na final do Mineiro, ele fez uma mudança louca que não havíamos treinado, marcamos três gols e ganhamos o jogo. Mas, na final da Libertadores, faltou essa leitura”, concluiu. O Atlético, vale lembrar, jogou a maior parte da final contra o Botafogo com um jogador a mais, mas acabou derrotado por 3 a 1.

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