Gabriel Barbosa, a nova esperança celeste, carrega nos ombros uma responsabilidade histórica: quebrar um hiato de 54 anos e devolver ao Cruzeiro o orgulho de ter o artilheiro do Brasileirão. A última vez que a Raposa viu um de seus jogadores no topo da artilharia foi em 1970, com o lendário Tostão.
Mesmo em momentos de glória, como na conquista da Tríplice Coroa em 2003, a artilharia escapou por entre os dedos. Alex, com seus 23 gols, foi o artilheiro do Cruzeiro naquele ano, mas não superou os 31 gols de Dimba.
Borges, Ricardo Goulart e Marcelo Moreno, artilheiros que brilharam nos títulos de 2013 e 2014, também não conseguiram alcançar o posto máximo. Ederson, do Athletico Paranaense, e Fred, curiosamente um ex-cruzeirense, foram os goleadores máximos naqueles anos.
O Cruzeiro, ao lado de Palmeiras e Internacional, amarga um longo jejum de artilheiros no Brasileirão. O Palmeiras não celebra um goleador desde César Maluco em 1967 (no Robertão), enquanto o Internacional teve Nílson como último artilheiro, em 1988. Agora, com Gabigol vestindo a camisa celeste, a torcida cruzeirense sonha em ver o tabu quebrado e a artilharia de volta a Minas Gerais.
