Uma relação de aparente confiança, construída ao longo de 12 anos de serviços prestados, desmoronou em um ato de violência brutal. Elson Teodoro dos Santos, 41 anos, pedreiro, confessou ter assassinado Joselito Costa Malta, servidor do Ministério da Saúde, movido por ganância e desejo de roubo.
A vítima, de 59 anos, conhecia Elson desde 2013, quando o contratou para serviços gerais em sua residência. Essa proximidade, no entanto, serviu de disfarce para as intenções criminosas que se incubavam na mente do pedreiro. Segundo as investigações da 16ª DP, Elson já havia demonstrado interesse em um carro de Joselito, um VW Golf amarelo, que tentou comprar sem sucesso anos atrás.
No dia do crime, Elson, com a ajuda do filho menor de idade, invadiu a casa de Joselito. O delegado Veluziano de Castro relatou que a familiaridade de Elson com a vítima impediu qualquer suspeita. O ataque, rápido e cruel, ocorreu na cozinha, com Joselito sendo brutalmente golpeado com uma marreta.
Após o assassinato, Elson e o filho arrastaram o corpo para o banheiro, buscando eliminar vestígios de sangue. Em seguida, enrolaram o cadáver em um cobertor e o transportaram no próprio carro da vítima até uma área de mata no Vale do Amanhecer, onde foi abandonado. Além do Ford Ka, o criminoso subtraiu dois computadores, um botijão de gás, o celular e a carteira de Joselito.
O corpo só foi encontrado após a prisão de Elson, que confessou o crime e indicou o local onde o havia escondido. O estado avançado de decomposição, resultado das três semanas em que o corpo permaneceu na mata, dificultou ainda mais a cena do crime.
Elson Teodoro dos Santos agora enfrentará a justiça pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menores. Se condenado, poderá passar mais de 30 anos atrás das grades. A tragédia serve como um lembrete sombrio de que a confiança, por mais duradoura que pareça, pode ser traiçoeiramente quebrada.
