A calmaria da madrugada de terça-feira (8/4) foi brutalmente interrompida em Guaxupé, Minas Gerais, quando a cidade se tornou palco de um audacioso ataque no estilo “Novo Cangaço”. Moradores, antes sonolentos, foram despertados por explosões e rajadas de tiros, testemunhando o terror se instalar nas ruas.
Um grupo fortemente armado, estimado em pelo menos seis indivíduos, transformou a pacata Guaxupé em uma zona de guerra. Utilizando uma frota de veículos, incluindo carros e motocicletas, os criminosos cercaram a cidade, impedindo qualquer reação imediata das forças de segurança. O alvo principal: a agência da Caixa Econômica Federal, que foi explodida e saqueada.
Vídeos amadores e registros de câmeras de segurança, que rapidamente circularam nas redes sociais, capturaram a intensidade do ataque. Disparos incessantes de fuzis e outras armas de grosso calibre ecoavam pela cidade, enquanto a sede da Polícia Militar era alvejada, sofrendo danos significativos.
Um policial militar, cumprindo seu dever, foi ferido por estilhaços durante o tiroteio. A agência bancária, por sua vez, ficou em ruínas, com marcas da violência por toda parte. Lojas próximas também foram atingidas, mostrando o impacto devastador da ação.
Em uma tática cruel e premeditada, os criminosos espalharam “miguelitos” pelas vias, armadilhas para pneus que visavam atrasar a perseguição policial. Uma viatura da Guarda Municipal também foi alvejada, demonstrando a determinação dos bandidos em escapar.
Após o ataque, os suspeitos fugiram em direção à zona rural em um comboio de SUVs. A Polícia Militar, com o apoio de reforços e uma aeronave, iniciou uma busca intensiva na região, mas até o momento, ninguém foi preso. A população de Guaxupé, em choque, busca se recuperar do trauma, enquanto as autoridades investigam a fundo este ousado e violento ataque que expôs a face mais sombria do “Novo Cangaço”.
