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Mineirão Silencioso: Atlético revive passado turbulento em reencontro com o fantasma dos portões fechados

A Arena MRV estará vazia nesta quinta-feira (10), às 21h30, quando o Atlético enfrentar o Deportes Iquique pela Sul-Americana. A punição imposta pela Conmebol, resquício do uso irresponsável de sinalizadores na Libertadores passada, evoca memórias de um passado recente marcado por drama, polêmica e ausência da apaixonada torcida alvinegra.

Para encontrar o último jogo internacional do Galo sem o calor da sua massa, é preciso voltar a julho de 2021, em plena pandemia. Na ocasião, o protocolo sanitário da Covid-19 impedia a presença de público no Mineirão para o duelo decisivo contra o Boca Juniors, pelas oitavas de final da Libertadores.

Após um empate sem gols na Bombonera, o confronto de volta foi tenso, culminando em um novo 0 a 0 e uma acirrada disputa de pênaltis. Everson, com uma defesa crucial e a conversão da última cobrança, garantiu a classificação heroica.

A vitória, contudo, foi manchada por uma briga generalizada nos vestiários. Indignados com a arbitragem, jogadores do Boca Juniors protagonizaram cenas lamentáveis de vandalismo e agressão, levando alguns à delegacia. Ironia do destino, um dos envolvidos, Pavón, vestiria a camisa do Galo um ano depois, antes de se transferir para o Grêmio.

A punição atual, que mantém a torcida longe da Arena MRV, é resultado de outros incidentes, desta vez na semifinal da Libertadores contra o River Plate. Além dos portões fechados, o clube foi multado em quase R$ 1 milhão. O Atlético entra em campo, portanto, para superar não apenas o adversário chileno, mas também o peso de um passado que insiste em assombrar o presente.

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