Viola Davis, aos 59 anos, assume o comando em “G20”, o novo filme do Prime Video que a coloca na pele da Presidente dos Estados Unidos. A atriz não apenas estrela cenas de ação eletrizantes, mas também veste o chapéu de produtora, trazendo uma camada extra de autenticidade à personagem.
Em um contexto onde nem EUA, nem Brasil, viram uma mulher negra ascender à liderança executiva, Davis reflete sobre a urgência de representatividade. “Não se trata de encontrar uma ‘presidente mulher e negra'”, declara, “mas alguém capaz, independentemente da aparência.” Ela destaca o poder crescente e a educação das mulheres negras, enfatizando sua dignidade e capacidade de liderar.
Apesar de não almejar a presidência na vida real, Davis abraça a oportunidade de retratar uma líder madura e complexa na ficção. “O que a torna especial é que sou eu a interpretando”, explica. “Ela é humana, vulnerável, sofre da síndrome do impostor e lida com uma filha adolescente. Tudo isso a torna uma presidente palpável.”
Questionada sobre o que faria se fosse presidente, Davis enfatiza a importância da escuta. “Um líder precisa ouvir as pessoas, entender suas necessidades e ajudá-las a alcançar seu potencial. Ouvir é fundamental.”
Em “G20”, a Presidente Danielle Sutton embarca para uma cúpula na África do Sul quando um golpe global orquestrado por um investidor de criptomoedas (interpretado por Antony Starr) ameaça a economia mundial. Sutton, juntamente com o Presidente da Inglaterra, precisa usar sua expertise militar para salvar os líderes mundiais e sua família.
Sob a direção da mexicana Patricia Riggen, o filme exigiu um intenso preparo físico de Davis, que dispensou dublês em várias cenas. Marsai Martin, interpretando a filha rebelde de Sutton, também brilha nas sequências de ação.
“Você não se prepara para salvar o mundo, mas se prepara para as cenas de ação”, brinca Davis. “Treinamento com armas, levantamento de peso… é preciso coragem para atirar de verdade. Gosto de fazer isso, mas só na atuação!”
Durante a divulgação do filme no Rio de Janeiro, Davis expressou seu carinho pelo Brasil. “Me sinto em casa”, disse, reiterando o sentimento em entrevistas. “É como se apaixonar. É como quando me apaixonei pelo meu marido. E senti o mesmo quando vim ao Brasil pela primeira vez, durante ‘A Mulher Rei’. É amor, é encontrar um lar, encontrar seu povo.”
Essa conexão inspirou a criação da Axé, uma produtora audiovisual em Salvador, em parceria com seu marido, Julius Tennon. Davis promete projetos futuros ambientados no Brasil, em colaboração com Mauricio Mota.
A atriz também demonstrou admiração por Taís Araujo e Lázaro Ramos. “Vocês, brasileiros, são pessoas do coração. A primeira vez que a vi, Taís Araujo veio à minha casa. Foi um daqueles momentos em que você encontra os seus.”
