Leonardo Jardim ainda busca a primeira vitória no comando do Cruzeiro. Em pouco mais de um mês e quatro partidas (três oficiais e um amistoso), o treinador português sente a pressão de um início turbulento. Mas a verdade é que Jardim não está sozinho nessa jornada de adaptação. Uma análise dos últimos anos revela que um bom começo é artigo raro na Toca da Raposa desde a chegada de Ronaldo Fenômeno.
Desde 2022, quando a SAF assumiu o controle, a maioria dos técnicos que pisaram no Cruzeiro tropeçaram nos primeiros jogos. De oito nomes que passaram pelo clube, cinco amargaram um aproveitamento inferior a 50% nos quatro primeiros compromissos. As exceções? Paulo Pezzolano, a aposta inicial de Ronaldo, o experiente Paulo Autuori no breve interinato e Nicolás Larcamón, o argentino que surpreendeu… no começo.
A ironia da história é que Larcamón, dono do melhor início recente, não conseguiu sustentar o ritmo. A eliminação precoce na Copa do Brasil para o Sousa e a derrota na final do Mineiro para o Atlético selaram seu destino. A experiência de Larcamón serve de alerta: um sprint inicial nem sempre garante uma maratona vitoriosa.
É importante contextualizar essa análise. Nem todos os treinadores enfrentaram o mesmo nível de desafio. Alguns tiveram um calendário mais ameno, com foco no Campeonato Mineiro, enquanto outros encararam de cara o Brasileirão e a Copa Sul-Americana. Fatores que naturalmente impactam no desempenho inicial.
A seguir, o raio-x dos primeiros passos dos últimos comandantes do Cruzeiro:
