O destino colocou Cruzeiro e Vila Nova frente a frente novamente na Copa do Brasil, agora na terceira fase. Mas para a torcida celeste, o confronto evoca memórias de um passado glorioso. Em 2003, o mata-mata das oitavas de final reservou um espetáculo azul no gramado.
Sob a batuta de Vanderlei Luxemburgo, o Cruzeiro não tomou conhecimento do Vila Nova. No Mineirão lotado em 23 de abril, a Raposa voou. Deivid abriu o placar com um belo gol aos 36 minutos, e Thiago Gosling selou a vitória por 2 a 0 na etapa final. A escalação daquele dia trazia nomes que ecoam na história do clube: Gomes, Luisão, Edu Dracena, Thiago Gosling, Maurinho, Augusto Recife, Martinez, Alex, Leandro, Deivid e Arristizábal. Sandro, Mota e Márcio Nobre também entraram em campo para abrilhantar a noite.
No jogo de volta, uma semana depois, no Serra Dourada, o Cruzeiro demonstrou sua superioridade com mais uma vitória, desta vez por 2 a 1. Aristizábal e Sandro garantiram a vantagem celeste no primeiro tempo, enquanto Moisés descontou para os donos da casa no final da partida. A equipe que entrou em campo em Goiânia teve algumas mudanças: Gomes, Maurinho, Edu Dracena, Thiago Gosling, Leandro, Augusto Recife, Sandro, Alex, Deivid, Arristizábal e Márcio Nobre. Wendel, Mota e Diego Clementino também tiveram a chance de mostrar seu talento.
Aquele ano de 2003 foi mágico para o Cruzeiro. Após eliminar o Vila Nova, a equipe superou o Vasco nas quartas de final e o Goiás nas semifinais, chegando à grande decisão contra o Flamengo. No Maracanã, um empate em 1 a 1 acendeu a chama da esperança, que se concretizou no Mineirão com uma vitória por 3 a 1, garantindo o tetracampeonato da Copa do Brasil.
A Tríplice Coroa daquele ano, com a conquista do Campeonato Mineiro e do Brasileirão, eternizou a equipe de 2003 na memória do torcedor celeste. O confronto com o Vila Nova na Copa do Brasil é um lembrete desse passado vitorioso, uma inspiração para o Cruzeiro buscar novas glórias.
