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Cine Humberto Mauro Celebra o Trabalhador com Mostra Gratuita e Reflexiva em BH

Em homenagem ao Dia do Trabalhador, o Cine Humberto Mauro, joia cultural do Palácio das Artes em Belo Horizonte, convida o público a mergulhar no universo do trabalho através das lentes do cinema. De hoje até 18 de maio, a mostra “Os Trabalhadores vão ao Cinema” oferece uma rica seleção de mais de 40 filmes, entre curtas e longas-metragens, com entrada franca mediante retirada de ingressos.

A mostra, que celebra o mês do trabalhador, propõe uma instigante viagem através dos 130 anos de história do cinema, desde as primeiras projeções dos irmãos Lumière, refletindo sobre as constantes transformações do mundo do trabalho. A curadoria cuidadosa selecionou filmes de diversas épocas, estilos e nacionalidades, garantindo uma experiência cinematográfica diversificada e enriquecedora.

Entre os destaques, clássicos atemporais como “Tempos Modernos” de Chaplin, uma crítica mordaz à mecanização, “Sindicato de Ladrões” de Elia Kazan, um retrato da corrupção nos sindicatos, e o épico “As Vinhas da Ira” de John Ford, que retrata a dura realidade da Grande Depressão nos EUA. O cinema nacional também marca presença com obras marcantes como “O Homem que Virou Suco”, uma reflexão sobre a invisibilidade dos migrantes, “Eles Não Usam Black-Tie”, um drama operário premiado, e a poética “Sinfonia da Necrópole”.

Além das exibições, a mostra promove encontros para aprofundar a discussão sobre as temáticas abordadas. O crítico e curador Renan Eduardo iniciou o ciclo de debates no dia 1º de maio, analisando o filme “Cedo Demais, Tarde Demais”. No dia 14 de maio, o próprio curador da mostra, Júlio Cruz, conduzirá um debate sobre o clássico italiano “A Classe Operária Vai ao Paraíso”.

Confira a programação completa:

Semana 1 (29 de abril a 4 de maio):

“Tempos Modernos” (30/04): Uma visão hilária e crítica do trabalho na era industrial.
“Cedo Demais, Tarde Demais” (01/05): Sessão comentada com o crítico Renan Eduardo.
“A Mão do Homem” e “Chão de Fábrica” (01/05): Sessão especial sobre o cotidiano nas fábricas.
“O Homem que Virou Suco” (02/05): Uma crítica social à invisibilidade dos trabalhadores.
“As Vinhas da Ira” (04/05): Um retrato pungente da luta pela sobrevivência em tempos de crise.

Semana 2 (6 a 11 de maio):

Sessão temática “Humberto Mauro e o Trabalho” (06/05): Cinco curtas do cineasta mineiro sobre o Brasil rural.
“Eles Não Usam Black-Tie” (07/05): Um drama operário que emocionou o Brasil.
“Sinfonia da Necrópole” (08/05): Uma experiência cinematográfica única, com apresentação de Fernanda Estevam.
Sessão “Cinema e Psicanálise” com “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (09/05), comentada por Isa Gontijo.
Sessão leve e crítica com “Desculpe Te Incomodar” e “O Diabo Veste Prada” (10/05).

Semana 3 (13 a 18 de maio):

“A Classe Operária Vai ao Paraíso” (14/05): Sessão comentada por Julio Cruz.
Festival Bitita (15/05): Curtas e sarau para celebrar a cultura e a arte.
“O Bem Virá” (16/05): Lançamento brasileiro com direção de Uilma Queiroz.
Sessão “O trabalho contemporâneo é demais para o mundo real” (17/05): Curtas que provocam reflexões sobre o futuro do trabalho.
“O Homem de Mármore” (18/05): Um clássico polonês que encerra a mostra com uma crítica contundente à propaganda.

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