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Polêmica no empate entre Maringá e Atlético: Árbitro explica decisão de não marcar pênalti após análise do VAR

A partida entre Maringá e Atlético, válida pela Copa do Brasil, terminou em um empate recheado de controvérsias. O lance mais discutido: um possível pênalti não assinalado a favor do time paranaense nos minutos finais. A CBF divulgou o áudio da comunicação entre o árbitro de campo, Denis da Silva Ribeiro Serafim, e a equipe do VAR, revelando a justificativa para a decisão.

No centro da polêmica, um puxão de Cuello em Vilar, atacante do Maringá, dentro da área. Charly Wendy Straub Deretti, responsável pelo VAR, alertou o árbitro sobre o incidente: “Recomendo revisão por um possível penal, um incidente não visto em campo. No momento do cruzamento, tem um agarrão acintoso na camisa do atacante, que claramente é quem vai cabecear. Preciso que você analise se o agarrão causa impacto”.

Após rever o lance em diferentes ângulos por quase dois minutos, Denis Serafim manteve sua decisão inicial de não marcar a penalidade. Sua justificativa: “Pra mim tem o agarrão, mas não causa impacto na saída. Para mim, não impede o atacante de cabecear, que cabeceia bem”. A insistência de Charly em confirmar a decisão, mesmo diante da clara existência do puxão, evidencia a divergência de interpretações.

Informações de bastidores revelam que, dentro da cabine do VAR, outra voz discordou da avaliação do árbitro, argumentando que o puxão impactou a ação do cabeceador. No entanto, a decisão final de Denis Serafim prevaleceu.

A controvérsia não se limitou ao campo. Nas redes sociais, o Maringá expressou sua indignação com a não marcação do pênalti, publicando mensagens irônicas e críticas. Torcedores de ambos os times também manifestaram suas opiniões, com muitos concordando que a penalidade deveria ter sido assinalada. O clube paranaense aproveitou a polêmica para promover sua camisa, ironizando o “puxão” e sua resistência.

O Atlético também teve seus momentos de reclamação, especialmente em relação a um gol anulado de Cuello, quando o placar ainda marcava 1 a 1. A alegação era de que a bola teria saído antes do chute. O técnico Cuca afirmou em entrevista coletiva que não conseguiu confirmar a saída da bola, e o próprio Cuello assegurou que ela permaneceu em campo. Diferente do lance do pênalti, a CBF não divulgou os áudios do VAR sobre esse lance, seguindo o padrão de liberar apenas as conversas referentes a decisões alteradas ou revisadas na cabine.

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