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Denúncias de Assédio Moral na CBF Barradas pelo Anonimato, Revela Relatório

Uma série de acusações de assédio moral contra o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, e outros três funcionários de alto escalão, protocoladas no início de 2024, não prosperaram. Um relatório interno da Comissão de Ética da entidade, ao qual tivemos acesso, justifica o arquivamento das denúncias com base no anonimato dos denunciantes.

As acusações reverberam fatos já expostos, como a instalação de câmeras de segurança no refeitório dos funcionários, alegações de perseguição durante a Copa do Qatar de 2022, e outras denúncias ainda sob investigação.

O documento da CEFB (Comissão de Ética do Futebol Brasileiro), assinado por seus seis membros, invoca o “Regulamento das Câmaras de Investigação e de Julgamento e de seu Processo de Funcionamento” para fundamentar a decisão. Especificamente, o inciso 1º do artigo 34 veda a apresentação de denúncias anônimas ou com qualificação incompleta.

Na justificativa para o anonimato, os funcionários e ex-funcionários que formalizaram a denúncia alegam receio de represálias, buscando a proteção de sua integridade e a manutenção de seus empregos: “Que a Denúncia narrada abaixo seja aceita de forma anônima e tratada com o devido respeito e atenção, garantindo plenos direitos aos denunciantes de acordo com o sigilo e resguardo dos mesmos, de modo que qualquer atitude e ação desta Comissão não comprometa com as atividades regulares, inclusive trabalhistas, daqueles que torcem e querem o bem do futebol brasileiro”.

O documento solicitava o afastamento de Ednaldo Rodrigues, Haroldo Aguiar (diretor de TI da CBF) e Ricardo Lima (vice-presidente e presidente da Federação Bahiana de Futebol), todos mencionados nas denúncias. Com o arquivamento do caso, o pedido não foi atendido.

A decisão da Comissão, datada de 29 de janeiro de 2024, carrega as assinaturas de seu presidente, Carlos Renato de Azevedo Ferreira, e dos conselheiros Patrícia de Cássia Pereira Moreira Nogueira, Antonio Carlos de Aguiar Desgualdo, Alan Santos Muniz, Julio Gustavo Vieira Guebert e Carolina Short Andrade.

Recentemente, levantamos a informação de que o presidente da Comissão de Ética da CBF recebeu um aumento salarial de 25% (de R$ 40 mil para R$ 50 mil) pouco antes da decisão de rejeitar as denúncias. O reajuste coincidiu com o retorno de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF, após uma decisão do STF.

Na ocasião, a CBF justificou o aumento como parte de uma revisão salarial geral realizada no início de 2024, ressaltando a independência da Comissão de Ética: “A Comissão de Ética do Futebol Brasileiro é uma instância independente… O presidente da Comissão… é apenas um desses votos.”

A CBF argumentou ainda que a denúncia foi rejeitada por unanimidade pelos membros da Comissão e que o aumento salarial de Azevedo foi parte de uma reavaliação mais ampla, com reajustes para diversos funcionários. A entidade enfatizou que todos os contratos são assinados pelo presidente, diretor financeiro e o diretor da área afim, neste caso, a de Conformidade.

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