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De Tainá para os Bastidores: A Reinvenção de Eunice Baía

A nostalgia bateu forte com a chegada da trilogia “Tainá” à Netflix, filmes que marcaram a infância de muitos no início dos anos 2000. Mas, o que aconteceu com a garota que personificou a indiazinha guerreira? A resposta surpreende: Eunice Baía trocou os holofotes pela magia dos bastidores.

Após ser adotada pela produtora Noêmia Duarte depois da experiência cinematográfica, a paraense de Barcarena, então com apenas oito anos, mudou-se para São Paulo. Sua família, no entanto, permaneceu no sítio adquirido com os frutos da atuação.

Embora grata pela oportunidade de ter protagonizado um filme tão icônico, Eunice descobriu que a fama não era seu destino. A timidez, que a impedia de se aventurar em aulas de teatro, encontrou um novo caminho através do trabalho de sua mãe adotiva. “O que me encantava era a parte da moda, do figurino”, revelou em entrevista ao jornal O Globo, em 2021.

A paixão a guiou para a faculdade de Belas Artes, onde se formou em Design de Moda. Empreendedora, Eunice chegou a criar sua própria marca, a OKA, focada em acessórios e roupas, mas a pandemia a forçou a pausar o projeto.

Atualmente, ela dedica seu talento e criatividade à equipe de figurino do Balé da Cidade, a prestigiada companhia de dança contemporânea do Teatro Municipal de São Paulo. Aos 34 anos, Eunice Baía não é apenas uma ex-atriz, mas uma artista multifacetada e mãe de três filhos: Antonio, de 12 anos, Aruã, de 2, e a caçula Ayara, nascida em junho de 2024.

Enquanto Wiranu Tembé assumiu o papel de Tainá em “Tainá – A Origem” (2011), foi Eunice quem deu vida à personagem nos dois primeiros filmes, deixando uma marca indelével na memória do cinema nacional e trilhando, com autenticidade, seu próprio caminho. Sua história é um lembrete de que o verdadeiro protagonismo reside na liberdade de escolher o próprio palco.

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