Enquanto o mundo prende a respiração, acompanhamos in loco do Vaticano os preparativos finais para o Conclave que elegerá o sucessor de Papa Francisco. Nossa correspondente, Rafaella Ramos, detalha a atmosfera tensa e carregada de expectativa que paira sobre a Praça São Pedro, palco de uma vigília fervorosa de milhares de fiéis.
A poucos dias do início oficial da votação, os 133 cardeais se preparam para o isolamento na Capela Sistina, onde a complexa engrenagem da eleição papal será posta em movimento. O olhar atento se volta para a chaminé, recém-instalada no telhado da Capela, que em breve se tornará o símbolo da decisão. A fumaça branca, sinal de que um novo Papa foi escolhido, contrastará com a fumaça preta, indicando a continuidade do impasse. A cor, um mistério alquímico, resulta da queima de votos combinada a elementos químicos específicos.
A morte de Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, em 21 de abril, vítima de complicações de um AVC e insuficiência cardíaca, abriu um período de luto e reflexão. Antes de sua partida, o líder religioso deixou instruções precisas sobre seu funeral, expressando um desejo singular de humildade. Segundo o Padre Juarez de Castro, durante a cobertura do SBT News, Francisco pediu que seu caixão fosse carregado pelos pobres, distanciando-se de honrarias e pompa. Um gesto emblemático de seu pontificado, marcado pela defesa dos marginalizados e a busca por uma igreja mais simples e próxima dos necessitados. “Ele queria, sobretudo, não só para os pobres, mas uma igreja mais pobre”, ressaltou o Padre Juarez, ecoando a visão de um Papa que fez dos desvalidos a prioridade de sua missão.
