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Ex-jogador projeta o Cruzeiro como uma das grandes forças do futebol brasileiro, ao lado de Flamengo e Palmeiras

Campeão do Cruzeiro durante sua trajetória como jogador e ex-diretor técnico na nova fase da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do clube, o ex-zagueiro Edu Dracena não hesitou em louvar a administração atual do time. Para Dracena, o Cruzeiro está a caminho de se tornar uma das grandes potências do futebol nacional, ao lado de Flamengo e Palmeiras.

“Eu acredito que em breve (o Cruzeiro) estará entre as potências, junto com Palmeiras e Flamengo, porque percebo um profissionalismo admirável. O Pedrinho é um verdadeiro apaixonado pelo Cruzeiro e pelo futebol, e ele não medirá esforços para que o clube volte a disputar títulos”, afirmou em uma entrevista ao Charla Podcast.

Dracena continuou sua análise, ressaltando que tudo depende do tempo necessário para que as mudanças se consolidem. “No entanto, isso exige tempo. Não é só ter recursos financeiros e contratar, as coisas precisam fluir dentro de campo. Não basta simplesmente ter 11 bons jogadores. Às vezes, as peças não se encaixam. Além disso, o ambiente de trabalho é fundamental; gerir egos e vaidades é crucial”, acrescentou.

Edu Dracena exerceu a função de diretor técnico do Cruzeiro entre maio e dezembro de 2024. Sua responsabilidade era atuar como um intermediário entre a diretoria, a comissão técnica e os atletas do clube. No entanto, ele decidiu se desligar antes do término da temporada, citando questões familiares como motivo.

“Uma das minhas obrigações no Cruzeiro era essa, ser o elo entre a diretoria, os jogadores e a comissão técnica. Eu costumava chamar isso de apagar incêndios. Quantas vezes vi jogadores irritados com o treinador, prontos para discutir. Eu dizia: calma, sua hora vai chegar”, explicou.

“Os treinos são para você, e em breve ele vai te escalar. Mas se você não se dedicar nos treinos e não render bem quando jogar, vai dar razão ao treinador. Eu fui como um pai, atuando como um psicólogo. Além disso, minha trajetória facilitava a aproximação com os atletas. Com todo respeito, o atleta que já conquistou muito pode não escutar um novato. Isso ajudava a ganhar confiança no vestiário, que é um ambiente desafiador. Fazer com que os jogadores acreditem no que você diz é ainda mais difícil”, finalizou.

O ex-zagueiro tem uma história rica no Cruzeiro, onde jogou entre 2003 e 2006. Na Toca da Raposa II, conquistou o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Mineiro em 2003, em uma sequência conhecida como a Tríplice Coroa. Ele também levantou os troféus dos Estaduais de 2004 e 2006. Ao todo, Dracena balançou as redes 13 vezes em 161 partidas com a camisa celeste.

Revelado pelo Guarani em 1999, Dracena teve passagens por clubes como Olympiacos (Grécia), Fenerbahçe (Turquia), Santos, Corinthians e Palmeiras. Em sua carreira como atleta, ele também representou as Seleções Brasileiras de base e principal.

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