A ressaca da derrota por 2 a 1 para o Grêmio na estreia do Brasileirão 2025 sequer permitiu ao Atlético digerir o revés. A delegação atleticana, combalida, já decolou rumo a um desafio ainda maior: enfrentar o Cienciano em Cusco, Peru, pela Copa Sul-Americana, nesta terça-feira (2), às 21h30.
A viagem, iniciada em Porto Alegre neste domingo (31), teve como destino final a altitude implacável da antiga capital Inca. A programação prevê um possível reconhecimento do gramado do temido Estádio Inca Garcilaso de la Vega, lar do Cienciano e palco que impõe respeito com seus 42 mil lugares.
Mais do que o adversário, o verdadeiro oponente do Galo será a altitude de 3.350 metros. Sem tempo para aclimatação, os jogadores enfrentarão dificuldades respiratórias e um desgaste físico amplificado. A adaptação forçada torna a partida um teste de superação para os atletas.
O Cienciano, por sua vez, vive um momento de instabilidade no campeonato peruano, ocupando a 13ª posição com apenas uma vitória em cinco jogos. A Copa Sul-Americana surge como uma oportunidade de redenção para a equipe local.
Para o Atlético, um novo tropeço está fora de questão. Integrante do Grupo H, ao lado de Caracas-VEN e Iquique-CHI, o Galo precisa somar pontos para garantir a classificação. A estreia em casa na Sul-Americana, contra o Iquique, na Arena MRV, no dia 10, às 21h30, já está no horizonte, mas antes, a altitude andina cobra seu preço. A Sul-Americana se apresenta como o palco para o Galo reencontrar o caminho das vitórias e deixar para trás a amargura da estreia no Brasileirão.
