A Superliga Feminina de Vôlei, um palco onde a paixão e a técnica se encontram, é a joia da coroa do voleibol brasileiro. Nascida em 1994/95, pelas mãos da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), a competição não apenas substituiu a antiga Liga Nacional, mas ascendeu ao posto de torneio mais cobiçado do país. Desde então, a Superliga se reinventou, transformando-se em um espetáculo vibrante, terreno fértil para o surgimento de ídolos, um catalisador da paixão das torcidas e um trampolim para o reconhecimento internacional do talento brasileiro.
Com transmissões que alcançam lares em todo o Brasil e arenas cada vez mais modernas, a Superliga personifica a excelência, tanto na organização quanto no desempenho esportivo. Seu formato dinâmico, que combina a regularidade dos pontos corridos com a emoção do mata-mata nas quartas, semifinais e final, garante um campeonato eletrizante a cada temporada. Ao longo de quase três décadas, diversos clubes escreveram seus nomes na história, acumulando títulos e protagonizando duelos memoráveis.
Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, potências do voleibol nacional, dominam o ranking de estados com mais conquistas. Esse domínio é fruto de projetos sólidos e ambiciosos, liderados por equipes como Sesc RJ/Flamengo, Minas Tênis Clube e Osasco. Estes clubes investiram pesado em infraestrutura de ponta, programas de base robustos e na contratação de atletas olímpicas, pavimentando o caminho para o sucesso e moldando gerações de jogadoras que levaram o Brasil ao topo também nas competições sul-americanas e mundiais.
O Hall da Fama da Superliga Feminina:
Sesc RJ/Flamengo (RJ) – 12 títulos: (2005–06, 2006–07, 2007–08, 2008–09, 2010–11, 2012–13, 2013–14, 2014–15, 2015–16, 2016–17) Sinônimo de força, paixão e estrutura, o Sesc RJ/Flamengo reina absoluto como o maior campeão da Superliga.
Minas Tênis Clube (MG) – 6 títulos: (1992–93, 2001–02, 2018–19, 2020–21, 2021–22, 2023–24) Um gigante de Belo Horizonte, o Minas dominou a década de 90 e ressurgiu com força total nas últimas temporadas, mostrando a vitalidade de um projeto consistente.
Osasco (SP) – 5 títulos: (2002–03, 2003–04, 2004–05, 2009–10, 2011–12) Nos anos 2000, Osasco construiu um império, reunindo a base da Seleção Brasileira e encantando o país com seu voleibol de alto nível.
AA Supergasbras (RJ) – 3 títulos: (1983, 1985, 1986) Uma força dominante nos anos 80, o Supergasbras deixou sua marca na história do voleibol nacional com um time aguerrido e vitorioso.
Jundiaí/Sorocaba (SP) – 3 títulos: (1994–95, 1995–96, 1996–97) Liderado por talentos excepcionais, o time de Jundiaí/Sorocaba montou um dos melhores elencos da década de 90, conquistando o tricampeonato.
Flamengo (RJ) – 3 títulos: (1978, 1980, 2000–01) O rubro-negro carioca brilhou intensamente no final dos anos 70 e início dos anos 2000, demonstrando a força e a tradição do clube.
Sadia (SP) – 3 títulos: (1988–89, 1989–90, 1990–91) O Sadia não apenas conquistou títulos, mas também revelou grandes talentos, deixando um legado duradouro no voleibol paulista.
Dentil/Praia Clube (MG) – 2 títulos: (2017–18, 2022–23) Sob o comando de Paulo Coco, o Praia Clube reuniu um elenco estelar, com craques como Walewska, Fernanda Garay e Carol, para alcançar o bicampeonato.
Antes da Superliga: Uma Viagem ao Passado
Campeonato Brasileiro de Clubes (1976 a 1987):
1976 – Fluminense (RJ)
1978 – Flamengo (RJ)
1980 – Flamengo (RJ)
1981 – Fluminense (RJ)
1982 – Paulistano (SP)
1983 – Supergasbrás (RJ)
1984 – Bradesco Atlântica (RJ)
1985 – Supergasbrás (RJ)
1986 – Supergasbrás (RJ)
1987 – Lufkin EC (RJ)
Liga Nacional de Voleibol Feminino (1988 a 1993):
1988–89 – Sadia EC (SP)
1989–90 – Sadia EC (SP)
1990–91 – Sadia EC (SP)
1991–92 – São Caetano (SP)
1992–93 – Minas Tênis Clube (MG)
1993–94 – Nossa Caixa/Recra (SP)
A Superliga Feminina de Vôlei é mais que um campeonato, é a celebração de um esporte que pulsa nas veias do Brasil. É a história de clubes que se tornaram lendas, de atletas que inspiraram gerações e de torcidas que transformam as arquibancadas em um caldeirão de emoções.
