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Advogado enfrenta desafios para controlar Augusto Heleno: “Responda apenas sim ou não”

O general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional durante o governo Bolsonaro, optou por permanecer em silêncio durante seu interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF). Este procedimento faz parte de uma investigação sobre uma suposta conspiração golpista que visava manter Jair Bolsonaro no poder após as eleições de 2022. No entanto, a estratégia de responder apenas às perguntas de seu advogado não foi eficaz.

Matheus Milanez, o advogado de defesa, teve dificuldades em guiar a narrativa de Heleno. Em várias ocasiões, precisou intervir durante o próprio interrogatório, lembrando o general para que suas respostas fossem limitadas a “sim ou não”.

Em um dado momento, o general tentou relatar episódios sobre questões de voto impresso no Haiti. Heleno é um dos oito investigados no caso e está inserido no que foi denominado núcleo crucial, conforme a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

No início do interrogatório, às 11h30, o general pediu para exercer seu direito de ficar em silêncio diante das indagações do ministro Alexandre de Moraes, começando a falar apenas para atender às perguntas de seu advogado. Ele afirmou: “O presidente Bolsonaro sempre disse que atuaria dentro das quatro linhas da Constituição, e eu segui isso à risca durante meu tempo na presidência.” Além disso, destacou que nunca tratou de assuntos políticos com os cerca de 800 a 1.000 funcionários do GSI, enfatizando a necessidade de que essa instituição fosse percebida como apolítica.

Heleno também se posicionou a favor do voto impresso, alegando que a desconfiança em relação às urnas eletrônicas é um desafio global. Quando questionado sobre sua possível participação na disseminação de desinformação sobre o sistema de votação, o general negou, afirmando que não tinha tempo para tal.

Os réus do processo, identificado como Ação Penal (AP) 2668, foram organizados em grupos conforme suas respectivas atuações. As investigações da Polícia Federal que fundamentam o processo incluem anotações de teor golpista encontradas em uma agenda de Heleno.

Até o momento, já foram realizados vários interrogatórios, e os próximos a serem ouvidos incluem Jair Bolsonaro, ex-presidente, Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, e Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil. Todos eles respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e deterioração de patrimônio tombado.

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