A cobiçada marca “Ainda Estou Aqui”, título do filme que consagrou o cinema brasileiro no Oscar de Melhor Filme Internacional, tornou-se o centro de uma batalha legal. De um lado, a Videofilmes, produtora dos renomados irmãos Walter e João Moreira Salles, busca assegurar a exclusividade da marca para atividades relacionadas à produção audiovisual. Do outro, o advogado João Paulo Gaia Duarte, sediado em Maceió, Alagoas, ambiciona registrar o nome para serviços de agenciamento artístico, marketing e publicidade.
Documentos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), obtidos por nossa reportagem, revelam a existência de dois pedidos distintos de registro. O primeiro, datado de 20 de agosto de 2024, foi submetido pela Videofilmes e não encontrou oposição no prazo legal, seguindo seu curso normal de análise.
O segundo pedido, protocolado por João Paulo Gaia Duarte em 10 de janeiro de 2025, atraiu a imediata objeção da Videofilmes. Em 11 de fevereiro de 2025, a empresa dos irmãos Salles formalizou sua oposição, alegando potenciais conflitos de uso e prejuízos à sua marca já estabelecida.
Atualmente, ambos os pedidos aguardam a análise do INPI. O processo de João Paulo Gaia Duarte, após o cumprimento dos trâmites legais de oposição e manifestação, aguarda a sua vez na fila cronológica para o exame de mérito. O pedido da Videofilmes, por sua vez, aguarda diretamente o exame de mérito, sem pendências processuais.
Entramos em contato com a Videofilmes para obter um posicionamento oficial sobre o caso, mas não obtivemos resposta até o fechamento desta reportagem. A disputa pela marca “Ainda Estou Aqui” promete desdobramentos nos próximos meses, com a decisão final do INPI definindo quem deterá os direitos sobre o nome que simboliza o sucesso do cinema brasileiro no cenário internacional.
