A escolha de Uberlândia como palco do confronto entre Cruzeiro e Vasco, válido pela sexta rodada do Brasileirão, revela uma estratégia financeira nos bastidores da Raposa. Em vez do Mineirão, indisponível devido a um show de Gusttavo Lima, amigo do gestor Pedro Lourenço, o clube optou por negociar o mando de campo com uma empresa de eventos esportivos em troca de uma cota fixa.
Apesar da justificativa oficial de “aproximar o time do torcedor do interior”, a decisão expõe a prioridade em otimizar receitas. Curiosamente, o negócio envolve Roni, ex-atacante celeste e da seleção, agora empresário do ramo. Sua empresa, no passado, enfrentou acusações de fraude em borderôs, com investigações sobre manipulação de público e sonegação de impostos, conforme apurado durante a Operação Episkiros em 2019. Roni negou as acusações e foi liberado após um dia de prisão.
Diferentemente de outros acordos semelhantes, o Cruzeiro manteve o controle majoritário da bilheteria. O plano é destinar 80% dos ingressos para a torcida celeste e 20% para os vascaínos, garantindo que a atmosfera em Uberlândia ainda seja predominantemente azul. A venda, inclusive, começará com prioridade para os cruzeirenses, demonstrando que, apesar da mudança de local, o clube busca preservar a força da sua torcida.
