Nesta terça-feira (10/6), às 21h45, a Seleção Brasileira enfrentará o Paraguai na Neo Química Arena. Este encontro é especial, pois marca a primeira interação do técnico Carlo Ancelotti com os torcedores brasileiros, coincidentemente no dia em que ele celebra seu 66º aniversário. Para a partida, as autoridades locais decidiram proibir o uso de camisas de clubes brasileiros que não sejam os da seleção anfitriã ou do país visitante.
A decisão foi tomada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e representa a segunda vez que essa restrição é aplicada. A primeira ocorreu durante um amistoso da Seleção Feminina contra o Japão, em 30 de maio, também no mesmo estádio. A intenção por trás dessa medida é reduzir a violência associada à rivalidade entre torcidas de diferentes clubes. Em São Paulo, quando há confrontos entre as seleções, as partidas são realizadas com torcida única.
Incidentes de conflitos entre torcedores organizados são frequentes em jogos da Seleção Brasileira. Um exemplo ocorreu em fevereiro de 2022, durante uma partida entre Brasil e Paraguai no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, quando torcedores do Atlético e Cruzeiro se envolveram em uma briga. A Polícia Militar de Minas Gerais identificou membros da Galoucura, a principal torcida organizada do Atlético-MG, como iniciadores do conflito, resultando na prisão de cinco torcedores por tentativa de homicídio.
Além da proibição de camisas de outros times, um esquema de segurança rigoroso foi estabelecido pela polícia paulista. A verificação dos ingressos será feita em um raio próximo à Neo Química Arena, permitindo a entrada apenas de torcedores que possuírem bilhetes e estiverem devidamente vestidos para o evento.
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