Enfrentar a altitude, um desafio para muitos atletas não afeitos às condições extremas, exigiu do Atlético Mineiro uma preparação meticulosa para a estreia na Copa Sul-Americana contra o Cienciano, em Cusco, Peru. Ciente do impacto físico que os 3.600 metros poderiam causar, o clube implementou uma logística estratégica focada na adaptação dos jogadores.
A escolha por viajar diretamente de Porto Alegre, após o confronto com o Grêmio, para Cusco, demonstrou a prioridade em minimizar o desgaste. A chegada antecipada e a sessão de treinamento em solo peruano permitiram aos atletas, especialmente o goleiro Everson, experimentar e ajustar-se à nova realidade.
“A chegada com antecedência foi crucial”, declarou Everson. “O treino nos permitiu adaptar-nos à velocidade da bola, e isso fez diferença no jogo. Consegui fazer boas defesas, e o trabalho do treinador de goleiros foi fundamental.”
Apesar do empate em 0 a 0, Everson valorizou o ponto conquistado nas difíceis condições da altitude. “Merecíamos a vitória, criamos mais oportunidades e acertamos duas bolas na trave. Mas, considerando as circunstâncias, o empate é um resultado valioso, que certamente fará diferença na fase final”, concluiu, evidenciando a importância da preparação para enfrentar os desafios da Sul-Americana.
