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Galo Desafia a Altitude Andina na Estreia da Sul-Americana: Um Histórico Conturbado

A jornada do Atlético na Copa Sul-Americana 2025 se inicia nesta terça-feira (1º), às 21h30, em Cusco, Peru, onde o Cienciano aguarda. Mas além do adversário em campo, o Galo encara um oponente implacável: a altitude. O histórico alvinegro em terras elevadas é uma montanha-russa de emoções, com apenas três vitórias em onze partidas disputadas.

O estádio Garcilaso de la Vega, palco da estreia, ergue-se imponente a 3.400 metros acima do nível do mar, um dos picos mais desafiadores desta edição da competição. Para o time mineiro, acostumado ao nível do mar, cada respiração se torna um desafio estratégico. A rarefação do ar, sentida já acima dos 2.300 metros, exige adaptação e fôlego extra.

Alguns veteranos do elenco, como Everson, Hulk e Arana, já sentiram os efeitos da altitude em 2023, no empate em 1 a 1 contra o Millonarios, em Bogotá (2.600 metros), pela Libertadores. Uma amostra do que os espera em Cusco.

A memória mais doce na altitude remete à campanha gloriosa da Libertadores 2013. Em La Paz, contra o The Strongest, no temido Hernando Siles (quase 3.600 metros), o Galo triunfou por 2 a 1, com gols de Diego Tardelli e um gol contra de Luis Mendez, em um jogo que ficou marcado pela superação.

No entanto, o mesmo Hernando Siles também guarda lembranças amargas. Em 2000, o Bolívar impôs uma goleada de 4 a 0 sobre o Galo, a maior derrota alvinegra na altitude, evidenciando a dificuldade de se impor em condições tão adversas. A estreia na Sul-Americana é um teste de fogo para o Atlético, que precisa domar a altitude para começar a sonhar com o título.

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