João Neto, 47 anos, advogado criminalista e ex-policial militar, está no centro de uma controvérsia explosiva. Preso em flagrante por agredir brutalmente uma mulher em seu apartamento em Maceió (AL), ele também confessou, em um podcast que viralizou nas redes sociais, ter utilizado práticas ilegais durante sua atuação na polícia na Bahia.
A admissão chocou a opinião pública. João Neto revelou que, em sua época como PM, portava um “kit flagrante” – composto por drogas, balança de precisão e dinheiro em notas pequenas – para incriminar indivíduos que desejava prender. “Quantos e quantos policiais invadem sua casa e plantam drogas? […] Gente, não vamos ser falsos moralistas, nem demagogos, nem hipócritas. A realidade existe”, declarou o advogado, minimizando a gravidade da conduta.
As imagens que levaram à sua prisão são chocantes. A vítima, uma jovem de 25 anos, aparece na porta do apartamento de João Neto, seguida por um rastro de sangue. Uma discussão escalona rapidamente, culminando com a mulher sendo encurralada e violentamente esganada.
A repercussão do caso é amplificada pela presença online de João Neto, que acumula mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais. Conhecido por suas declarações polêmicas, ele já defendeu publicamente, em outras ocasiões, que “a mulher merece apanhar” se agredir o parceiro, incitando revolta e indignação.
Após a agressão, a Polícia Militar de Alagoas foi acionada por vizinhos que ouviram gritos e pedidos de socorro. João Neto não estava presente no local quando os policiais chegaram. A vítima foi encaminhada a um hospital, enquanto o advogado foi flagrado pilotando uma moto nos arredores da unidade de saúde.
Atualmente detido, João Neto enfrentará acusações de violência doméstica e lesão corporal, enquadrado na Lei Maria da Penha. O caso levanta sérias questões sobre a conduta de agentes da lei e a impunidade em casos de violência contra a mulher, reacendendo o debate sobre a necessidade de fiscalização e responsabilização de profissionais que abusam de seu poder.
