Carlos Antonio dos Santos Costa, líder comunitário de 34 anos em São Sebastião (DF), acusa policiais militares do 21º BPM de agressão e abuso de poder durante uma abordagem controversa na noite de quarta-feira (16/4). Em relato exclusivo, Carlos detalha ter sido agredido com tapas no rosto e ter seu celular danificado pelos agentes.
O incidente teria se originado de uma filmagem que Carlos fazia de um reboque, que ele considerou irregular. “O funcionário da empresa de guincho levantava o carro sem sinalização adequada, de forma que me pareceu arbitrária”, explicou Carlos, enfatizando seu direito de fiscalização como cidadão. A situação escalou quando o funcionário do guincho, incomodado com a filmagem, acionou a polícia.
“Dois policiais saíram do batalhão e já chegaram exigindo meus documentos e o fim da filmagem”, narra Carlos. Ao tentar apresentar sua identidade digital, ele alega ter sido surpreendido com dois tapas no rosto, um de cada policial.
Segundo o líder comunitário, o abuso não parou por aí. Os PMs teriam confiscado seu celular, tentando desbloqueá-lo para apagar as filmagens. “Eles tentaram usar o reconhecimento facial, mas me protegi. Na confusão, o aparelho caiu e quebrou a tela.”
Carlos afirma que populares que passavam pelo local também registraram o ocorrido, mas teriam sido dissuadidos pelos policiais. “Eles ameaçaram levar para a delegacia quem filmasse como testemunha.”
Após a suposta agressão, Carlos solicitou o acompanhamento dos policiais até a 30ª DP (São Sebastião), mas o pedido foi negado. Ele se dirigiu à delegacia sozinho, onde registrou a ocorrência e realizou exame de corpo de delito na manhã seguinte.
A coluna aguarda o posicionamento oficial da Polícia Militar do Distrito Federal sobre as graves denúncias apresentadas por Carlos Antonio dos Santos Costa.
