Novos detalhes exclusivos obtidos pela coluna revelam que a tentativa de justificar o injustificável marcou o voo AD4579 da Azul Linhas Aéreas no último domingo (6/4), em Santa Maria (RS). Após um sargento do Exército Brasileiro acionar indevidamente a porta de emergência da aeronave, instantes antes da decolagem, ele e um capitão que o acompanhava teriam tentado se livrar das responsabilidades. Segundo fontes, a dupla se identificou como membros do Exército, sugerindo que uma falha na aeronave, e não uma ação deles, seria a causa do incidente.
Testemunhas a bordo relatam que a discussão com a tripulação elevou o tom, com os militares aparentemente utilizando a justificativa de estarem em missão oficial como uma forma de pressão. A manobra não surtiu efeito: o comandante da aeronave, irredutível, exigiu o desembarque imediato dos dois e acionou a Polícia Federal.
A Azul Linhas Aéreas classificou o passageiro como “indisciplinado” e confirmou que a abertura da saída de emergência foi um ato deliberado, resultando em um atraso de aproximadamente duas horas na partida para Campinas (SP). A aeronave, após uma nova inspeção e a retirada dos militares, finalmente decolou às 13h40.
A Polícia Federal ouviu os militares, que foram posteriormente liberados. A Azul lamentou o ocorrido, reiterando seu compromisso com a segurança como prioridade máxima. A coluna entrou em contato com o Exército Brasileiro para obter um posicionamento oficial sobre o caso, mas até o momento não obteve resposta.
