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O 4-3-3 subiu no telhado

Por mais que tenha merecido melhor sorte, o Atlético apresentou problemas nos primeiros jogos do Brasileirão 2025. Contra Grêmio e São Paulo, o time de Cuca alternou (dentro do jogo) entre bons e maus momentos. Nos maus, se mostrou desequilibrado, com buracos e pouca pegada no meio-campo defensivo. Pode ter a ver com o esquema tático.
É cedo pra condenar o 4-3-3 usado por Cuca, mas, considerando a atual escalação titular do Galo, acho possível que ele não dure muito. Natanael e Arana são muito ofensivos, Franco e Menino não são volantes de tanta pegada, e o quarteto Scarpa-Cuello-Rony-Hulk é muito ofensivo.
Contra o São Paulo, por exemplo, o Galo não conseguiu dominar o meio-campo durante o primeiro tempo, e a gente sabe que perder o meio é, quase sempre, perder o jogo. A correção veio na segunda etapa, especialmente em função da entrada de Rubens, que encorpa mais a meiuca.
O camisa 44 está, neste momento, pedindo passagem por mais minutos no time (num 4-4-2, talvez?). Pra que nada mude, o quarteto mais ofensivo precisa se justificar. Se Cuello, Rony e companhia não aumentarem (e muito) a eficiência, um deles vai ter que rodar pra que Cuca consiga equilibrar o time. E obviamente não será Hulk ou Scarpa.
Como eu disse, é cedo pra tirar conclusões (positivas ou negativas) sobre nosso atual modelo de jogo. No Mineiro, funcionou muito bem. No Brasileiro, o nível é outro. Tenho certeza: se a bola não começar a entrar, e rápido, Cuca vai repensar a organização das peças na prancheta. Nosso treinador sabe “mexer o doce”. Vamos ver se será necessário.
Saudações.

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