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Quadrilha Hi-Tech Drena R$1 Milhão em 24 Horas: PF Desmantela Esquema Milionário

A Polícia Federal lançou a Operação Tripeiros nesta terça-feira (1º/4), expondo uma das mais audaciosas organizações criminosas especializadas em fraudes bancárias contra empresas. Com táticas que combinam engenharia social e expertise tecnológica, o grupo roubava milhões de reais de contas corporativas.

A investigação revelou a criação de réplicas de sites bancários, verdadeiras armadilhas digitais, para enganar as vítimas e coletar suas credenciais. Em um golpe particularmente ousado, quase R$ 1 milhão foi desviado de uma única conta em questão de minutos, espalhando-se por mais de 70 contas de “laranjas” em todo o país.

A quadrilha operava com uma sofisticada rede logística, utilizando múltiplas camadas de contas de terceiros para ocultar o rastro do dinheiro. A PF descobriu que a organização mantinha recrutadores especializados na busca por “laranjas”, que recebiam comissões para emprestar suas contas ou facilitar as transferências.

Ao longo de um ano e meio de investigação, a organização movimentou mais de R$ 100 milhões em recursos ilícitos. A ação, coordenada pela Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da PF, resultou no cumprimento de 12 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e ordens de sequestro de bens em São Paulo, Goiás, Santa Catarina e Ceará.

A Operação Tripeiros é uma ramificação da Operação Faroeste Digital, de 30 de abril de 2024. Um momento crucial ocorreu quando um dos investigados, ao perceber a chegada da polícia, jogou um celular pela janela, revelando informações vitais para a identificação da rede criminosa e o início de uma nova linha de investigação.

A Faroeste Digital já havia exposto um esquema de fraudes que desviou R$ 2 milhões de duas empresas, com o envolvimento de uma extensa rede de “laranjas”. A fragmentação dos valores em diversas transferências permitia que o dinheiro retornasse aos criminosos, aparentemente “legalizado”, após o pagamento de comissões aos intermediários.

A Operação Tripeiros integra a força-tarefa Tentáculos, uma parceria entre a Polícia Federal e instituições bancárias para combater fraudes cibernéticas.

Os investigados enfrentarão acusações de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude, invasão de dispositivo informático, falsidade documental e lavagem de dinheiro.

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