A Câmara dos Deputados se prepara para um debate crucial sobre o futuro do Imposto de Renda (IR) no Brasil. Na próxima terça-feira (6), às 14h, será instalada uma comissão especial para analisar o projeto de lei nº 1087/25, uma proposta ambiciosa que visa isentar do IR quem recebe até R$ 5 mil mensais.
O anúncio foi feito pelo deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, que designou o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) para presidir o colegiado. A relatoria do texto ficará a cargo de Arthur Lira (PP-AL), um sinal da prioridade dada ao tema.
A proposta, caso aprovada, representaria uma mudança significativa na tributação da renda no país. O objetivo central é impulsionar a economia, injetando mais recursos no bolso dos brasileiros de menor renda, por meio da redução de juros. Estima-se um custo anual de R$ 25,8 bilhões, que seria compensado por uma alíquota mais alta para rendimentos acima de R$ 50 mil, mantendo o equilíbrio fiscal.
A expectativa é que a nova regra, se aprovada sem entraves, entre em vigor em 2026. Após a análise na Câmara, o projeto seguirá para o Senado Federal, onde também deverá ser examinado com atenção. A celeridade na tramitação é essencial para que as metas de impacto econômico sejam alcançadas.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já se manifestou sobre o tema, ressaltando sua importância para o desenvolvimento econômico do país. Alcolumbre assegurou que a matéria será analisada com rigor e responsabilidade, visando à justiça social e a um Brasil mais próspero.
Atualmente, apenas quem recebe até R$ 2.259,20 por mês está isento do IR. Se o projeto for aprovado, a isenção atingiria cerca de 65% dos declarantes do imposto. A medida se justifica pela premissa de que o aumento da renda disponível para a população de baixa renda estimularia o consumo e, consequentemente, o crescimento econômico. O debate que se inicia na Câmara promete ser intenso e decisivo para o futuro da tributação no Brasil.
