Durante o leilão beneficente do Instituto Neymar Jr, que ocorreu na noite de terça-feira (10/6) na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, Tom Cavalcante conversou com a repórter Mônica Apor, do portal LeoDias. O humorista não deixou passar a oportunidade de expressar sua visão sobre a sentença imposta ao colega Leo Lins, que foi condenado a oito anos de prisão por discriminação e discurso de ódio.
Tom abordou a evolução do humor e defendeu a importância da liberdade de expressão, afirmando: “Acredito que estamos sempre em um processo de evolução. A sociedade está em transformação e é fundamental que mantenhamos um olhar atento. Já passamos por um tempo em que o humor se desenvolveu, e precisamos continuar vigilantes, sem restringir o direito de se expressar. Sou totalmente contra essa cerceação.”
Ele também comentou sobre a pena aplicada a Leo Lins, que fez piadas consideradas ofensivas em suas apresentações: “Não sou um especialista em leis, mas, na minha visão de cidadão, a pena foi excessiva. Enquanto isso, presenciamos situações alarmantes, como a morte de um ciclista aqui em São Paulo, ou motoristas embriagados atropelando pessoas inocentes. Precisamos focar em elevar o nível de espiritualidade e promover mais amor e compreensão em nosso país”, enfatizou.
Leo Lins foi sentenciado a 8 anos, 3 meses e 9 dias de prisão em regime fechado, devido a acusações de discriminação e discurso de ódio durante um show de comédia. A decisão foi proferida pela 3ª Vara Criminal de São Paulo, mas o humorista ainda tem a possibilidade de recorrer. Além da pena, ele terá que arcar com uma multa correspondente a 1.117 salários mínimos e uma indenização de R$303,6 mil por danos morais coletivos.
