A fervura política esquenta com um embate explosivo entre o pastor Silas Malafaia e o senador Hamilton Mourão. Em resposta a críticas recentes do general da reserva, Malafaia não poupou palavras, acusando Mourão de traição e covardia em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o pastor, o senador nunca demonstrou lealdade a Bolsonaro, a quem Malafaia atribui a ascensão política de Mourão.
A troca de farpas escalou após Malafaia proferir duras críticas ao Alto Comando do Exército durante um evento na Avenida Paulista. Mourão, em resposta, classificou Malafaia como “falastrão” e questionou sua compreensão de honra, dever e pátria.
A réplica de Malafaia veio em forma de postagem inflamada nas redes sociais. O pastor acusou Mourão de ser omisso, de “jogar em cima do muro” e de jamais ter participado de manifestações em defesa de Bolsonaro. A estocada final veio com a acusação de covardia e a afirmação de que Mourão “perdeu a chance de ficar calado”.
A raiz da discórdia reside nas críticas de Malafaia ao Exército, especialmente no contexto da prisão do general Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022. Malafaia defende a inocência de Braga Netto, alegando que sua prisão é injusta e politicamente motivada. Ele também reitera sua visão de que os eventos de 8 de janeiro não foram uma tentativa de golpe, mas sim uma manifestação política.
Além de Mourão e do Exército, Malafaia também direcionou suas críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, acusando-o de obstruir a tramitação de um projeto de lei que prevê anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Essa não é a primeira vez que Malafaia ataca integrantes das Forças Armadas. No passado, ele já defendeu a renúncia dos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, demonstrando um histórico de confrontos com a instituição militar. O incidente mais recente apenas intensifica a polêmica e coloca em xeque as relações entre figuras importantes da direita brasileira.
